notícias

O Centro Geodésico de uma superfície é aquele cuja a máxima distância interna para qualquer ponto do perímetro de um polígono P é a mínima. Esta definição é uma generalização do conceito do Centro das Semi-Cordas Máximas ou Circuncentro dos polígonos convexos para um polígono qualquer. Neste caso, não se poderá considerar que a menor distância entre dois pontos é uma linha reta, como preconiza a métrica Euclidiana, mas sim uma sucessão de linhas de modo a formar um caminho mínimo de um ponto ao outro dentro da superfície considerada. Esta é a métrica Geodésica. O presente trabalho apresenta um algoritmo para a determinação da localização do Centro Geodésico que primeiramente triangula o polígono em foco, e sobre cada margem desta triangulação aplica uma outra rotina que irá restringindo a região onde está o centro procurado, até que se possa usar o conceito de minimizar as máximas distâncias sobre uma pequena região. A superfície estudada é plana. Uma propriedade fundamental do Centro Geodésico é que este se localiza obrigatoriamente dentro dos limites do polígono. Algumas aplicações práticas da importância deste centro seria a localização de uma enfermaria em um andar de um hospital, pois assim ficará garantido que a distância a qualquer quarto de um paciente seria mínima, ou seja, menor tempo de atendimento. Outro exemplo poderia ser o local onde se instalaria o Corpo de Bombeiros de uma cidade, ou sua sede administrativa, ou ainda o ponto de onde seguir para os limites de uma região geográfica sem invadir uma outra adjacente.
fonte: http://www.geoc.ufpr.br/cpgcg/IICBCG/Resumos/2036.html

———————

eixo da terra

O forte terremoto que atingiu no domingo o sudeste da Ásia modificou a inclinação do eixo de rotação da Terra, afirmou hoje a Agêncial Espacial Italiana (AEI). “Os pesquisadores do Centro de Geodesia Espacial, localizado em Matera, sul da Itália e que elabora em tempo real os dados mundiais telemétricos enviados por laser dos satélites, constataram que as informações registradas mostram uma modificação do eixo de rotação da Terra”, afirma um comunicado da AEI.

Os cientistas italianos calculam que a modificação foi de cerca de 2 milésimos de segundo, o que corresponde de 5 a 6 centímetros em linha reta. A modificação foi verificada na direção do epicentro do terremoto e nas primeiras análises não se detecta nenhum efeito na direção do meridiano de Greenwich, explicaram fontes do centro espacial.

“A análise dos dados continua rapidamente, de maneira que possam obter confirmações posteriores para nossas observações, apesar de estarmos quase seguros da modificação”, afirmou Giuseppe Bianco. Os cientistas consideram que a variação é muito pequena, por isso não terá repercussões sobre o clima. 28/12/2004
fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI445769-EI238,00.html

———————

O Futuro da Cosmologia. Quintessência Cosmológica: Dos gregos ao século XXI
Prof. José Ademir Sales de Lima, IAG/USP

A idéia de uma Quintessência  (ou Quinto Elemento) como um tipo especial de matéria que preenche o cosmos, foi introduzida pelos gregos. Na Cosmologia aristotélica, por exemplo, o Universo seria finito, estático e formado por cinco elementos primordiais: água, ar, terra, fogo e Quintessência. Esta seria uma substância diferente das outras:  transparente, inalterável e imponderável; uma matéria prima que formaria a lua, os planetas, o sol e as estrelas. A Quintessência era um elemento essencial para tornar o modelo cosmológico grego consistente.
À luz do renascimento científico, a Quintessência surgiu para resolver um problema de aceleração; um conceito que permitiria “sustentar” a lua  e os demais corpos  celestes em suas órbitas.
Em 1998, as observações astronômicas de supernovas mostraram, com grande precisão, que o Universo expande aceleradamente. Tal resultado surpreendeu a comunidade científica, pois, sendo a gravidade uma força atrativa, a expansão deveria ser desacelerada, conforme se acreditou durante muitas décadas.Para explicar o resultado dessas observações, os cosmólogos introduziram uma componente extra no Universo, o ente responsável pelo atual estágio de expansão acelerada. Atualmente, acredita-se que o Universo é basicamente formado por bárions (elementos pesados), fótons, neutrinos, matéria escura, além da componente que acelera o universo – sendo, esse último, o quinto e o mais abundante dos elementos básicos. Assim, adotou-se o nome Quintessência, oriundo da tradição grega.
Além dos resultados de Supernovas, discutirei na Mesa Redonda outras observações complementares que justificam o atual estado de expansão acelerada e sugerem fortemente a existência de uma Quintessência. A determinação das propriedades e da natureza dessa componente, responsável, juntamente com a matéria escura, por 95% do conteúdo de matéria e energia do universo, deverá nortear o desenvolvimento da cosmologia no século XXI.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s