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Feng Shui em 7 passos

Do que se trata

É preciso mudar. A necessidade nos leva a mudanças. O tempo nos faz mudar, inevitavelmente envelhecemos. A vida é um caminho que podemos percorrer como peregrinos.
“a chaque jour suffit sa peine”

Hoje se fala muito em reciclagem, atualizações, isto pode ser trazido para o feng shui, é sua linguagem. Não é comum a gente falar para uma pessoa se nortear, tomar seu rumo? Você só pode chegar a um lugar se escolher um ponto, uma meta, e seguir até lá.
Imutável apenas é a lei de que tudo muda.

|a casa e seus habitantes|

Como o nosso corpo é percorrido pelo sangue, que leva vida, trocando, alimentando, existem na casa correntes, as vezes perceptíveis, que afetam quem ali fica, principalmente mora. Aí entra esta técnica como um terapeuta da casa, do ambiente, compreendendo como casa também aqueles que ali vivem.

|a planta da casa|

A casa é como um organismo, para entender este organismo precisamos da planta e de uma bússola, estabelecer as coordenadas é o primeiro passo. A seguir definir o mesmo para os que ali vivem, é o que chamamos de matriz. Qual o problema então a ser resolvido? Trace a meta.

|o que faz o feng shui ? |

Estamos diante de um problema, falta de dinheiro, por exemplo, ou saúde, companhia, força de vontade? Para a casa e para a pessoa existe uma direção (norte, sul, leste, oeste, etc, magnéticos) correspondente. O feng shui indica qual é esta direção, para onde se voltar.

(Mesmo quando aplicado errado, ele pode funcionar. Digamos que alguém queira ir até Paris, mas indiquem uma rota pelo Cairo. Se de lá vai para Quebec, e ainda passa por Olinda, a pessoa irá chegar, mas dando uma volta. Vai chegar porque quer, não porque lhe indicaram o caminho certo. )

|mudança começa com aceitação|

Quando se sabe exatamente onde abrir uma porta, ou que direção tomar, fica muito mais rápido e simples, não que seja fácil. O que é troca: dar e receber. Como uma respiração, um pulsar. Repouso e movimento. Isto precisa estar equilibrado, ou pelo menos tem que se estar buscando pelo equilíbrio.

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O Número Áureo
fonte: http://pwp.netcabo.pt/naturosofia/#_O_Número_Áureo

Ao nos debruçarmos sobre o estudo da morfologia ficamos com a impressão de que a natureza vivente aspira à realização de uma proporção “tipo”. Foi certamente essa mesma percepção que levou os pitagóricos a estabelecer numericamente uma proporção áurea – a mesma que Leonardo Da Vinci classificou de divina – e que se define como uma medida ou cânone, até à qual tende toda a forma perfeita, sob pena de degenerar e desaparecer. Esta proporção áurea – ou divina – seria a relação existente entre dois termos consecutivos de uma entidade numérica, estabelecida de tal modo que um dos termos seja ao outro o que é o outro à soma dos dois.

Quando aplicada a uma superfície rectangular, a proporção áurea obtém-se quando o lado mais pequeno é ao maior o que o maior é à soma dos dois. O cálculo que melhor parece ter satisfeito uma proporção tipo ideal foi fixado no valor de 1.618, e assim, o rectângulo susceptível de proporcionar maior satisfação estética seria o que tivesse, em qualquer unidade de medida, a proporção correspondente a 1 de altura por 0,618 de largura.

Com base neste princípio, tal proporção tem sido aplicada em todas as formas de estética, e estendeu-se à pintura, à escultura, à música, e até à ética. Estabeleceu-se também que os actos vitais conducentes ao equilíbrio produtor da medida áurea, ou que dele nos afastam, são a melhor bitola para determinar o que é bem ou mal.

Os antigos templos e catedrais góticas foram edificados de harmonia com a divina proporção, a qual para os gregos representa uma espécie de variante do p (Pi), adaptado às formas diferentes do círculo. Tanto Leonardo Da Vinci como o astrónomo e matemático Johannes Kepler (1571-1630) basearam muitos estudos no conhecimento desta proporção.

Após um período de esquecimento de dois séculos, voltou de novo a dar-se atenção à lei das proporções por volta de 1850, e foram empreendidos estudos para a verificar nos animais e no corpo humano.

Aplicada ao homem, esta proporção alcançaria o maior grau de perfeição quando tivesse 1,00 da planta dos pés ao umbigo, e 0,618 do umbigo à parte superior do crânio. A longitude da mão mede-se a si mesma com o antebraço, na mesma relação de 1 para 0,618. Enfim, a altura ideal do Ser humano verifica-se quando a estatura total multiplicada por 0,618 dá a medida entre a planta dos pés e o umbigo. Esta medida verificou-se no cânone dos escultores gregos.

Pelas medições efectuadas sobre milhares de corpos humanos, concluiu-se ser este o cânone ideal para expressar uma lei de estatura média para os corpos saudáveis. Foi demonstrada a existência de uma pequena diferença entre o corpo masculino e o feminino, pela verificação de que o primeiro, em termos médios, estava mais próximo da proporção áurea. Pretendeu-se explicar este fenómeno pela existência de menor desenvolvimento muscular na mulher, porque viveria uma vida mais sedentária, e isto era efectivamente verdade na época em que foram realizadas tais observações. Mas a prova de que não há razão para a existência de diferenças encontra-se nas esculturas gregas.
Quanto às crianças recém nascidas, observa-se que o umbigo corta em duas partes iguais a estatura. Normalmente, aos dois anos a criança tem metade da estatura máxima, que se atinge por volta dos vinte e um anos – que é quando se estabelece definitivamente a proporção áurea.

A Escola de Atenas, Rafael